Vacilou? A Internet não perdoa

março 23rd, 2009

Eu já devo ter entrado nesse assunto em algum momento na vida desse blog e retorno ao assunto de reputação pois é simplesmente fenômenal.

Hoje estava lendo Cracked (o site mais engraçado da Net) e me deparei com esse artigo sobre alguns exemplos de pessoas que se ferraram por causa de “vigilantes” da Internet. Ou seja, várias pessoas que fizeram coisas realmente estúpidas, como enviar Spam ou maltratar gatos e acabaram sofrendo a ira do linchamento em massa virtual, tendo suas vidas comprometidas (talvez até para sempre).

Não defendo os idiotas citados no artigo, boa parte deles realmente mereceu a vingança popular que caiu sobre eles, mas há algumas lições a serem aprendidas aqui.

Várias dessas pessoas agiram como idiotas e isso é a coisa mais normal do mundo, que está cheio deles. Mas eles deram o azar (ou, mais imbecil ainda, foram eles mesmos que se expuseram na net) de acabarem caindo na Internet por sua idiotice  e isso muda o jogo, pois agora está tudo lá, para qualquer um criticar, ver e tomar alguma atitude.

Lição número 1 do dia: Você está sendo observado: tome muito cuidado ao agir como um imbecil em público, hoje estamos todos  sujeitos à megaexposição proporcionada pela Internet. Por esse motivo o simples ato de não limpar o cocô de seu cachorro no metrô fez com que uma menina chinesa fosse ameaçada pessoalmente a ponto de ter que largar a faculdade.

Tomando como exemplo essa Chinesinha mal educada, temos uma das principais características relacionadas a reputação pessoal ou empresarial: ninguém consegue compreender a fundo a personalidade ou a vida das outras pessoas. Para dar conta de gerenciar a quantidade de relacionamentos que possuímos na sociedade em que vivemos, simplificamos as pessoas a um ponto controlável. A Chinesinha da Merda de Cachorro, por exemplo, ficou conhecida na Internet por isso e somente isso. Ninguém está se importando se ela é a melhor aluna da faculdade, faz trabalhos sociais ou algo do gênero. Ninguém nem procurou saber!

Lição número 2 do dia: É tudo simplificação: Todos são sempre julgados por filtros criados na mente das pessoas, é impossível que uma pessoa entenda outras completamente, principalmente na Internet, então é bom tomar cuidado. O mesmo vale para marcas: não adianta você ter a melhor empresa do mundo, fazer programas sociais, etc; se você trata mal seus empregados, por exemplo. O que irá se espalhar por aí vai ser a imagem na boca do povo, provavelmente de um péssimo empregador, e não há publicidade que cure isso.

Quantas pessoas já maltrataram gatos na vida? Milhares, certo? Não sou a favor da crueldade com animais, realmente tenho muita raiva disso, mas os meninos (de 14 anos!) que colocaram seus vídeos de tortura animal no youtube (esperto não?)  tiveram a vida destruída quando uma horda de vingadores online descobriu todos seus dados pessoais, inclusive de seus pais. A partir desse momento, a vida dos meninos corre o risco de ser pautada e julgada por um erro que vários adolescente cometem e nem todos eles se tornam adultos violentos ou nada parecido. Sério, você nunca fez NADA de errado?

Lição número 3 do dia: Pessoas agem irracionalmente em grupo: Sério, isso não é novidade! Pânico, raiva e histeria em massa são fatos já conhecidos e analisado há muito tempo. Mas somando-se isso ao potencial de formação de grupos proporcionada pela Internet e pelo fato da Simplificação que comentei na dica 2, criamos um quadro perigoso em que “julgamentos” populares online surgem baseados simplesmente em percepções limitadas e se espalham baseados na irracionalidade e no impulso.

Quando digo que a manutenção de uma reputação é complexa esses 3 pontos são cruciais e por isso as empresas hoje estão cada vez mais transparentes em suas atitudes: Elas não se tornaram boazinhas porque é a moda do século XXI, mas sim porque o público está de olho, controlando cada passo.

Não quis defender os idiotas (repeti muito essa palavra nesse post, mas achei que se encaixa bem) que apareceram no artigo do Cracked, na verdade, muitos deles mereceram o que levaram e merecem muito mais. Meu ponto aqui é mostrar como atitudes e eventos se espalham de maneira descontrolada na Internet e podem trazer resultados catastróficos.

É melhor ficar de olhos abertos.

Disclaimer: Ah.. muito tempo que não posto aqui. Final de ano chega, carnaval chega e agora eu sou um blogueiro profissional (contratado e tudo) no site de tecnologia FayerWayer Brasil (sou problogger!), mas ainda estou vivo. E agora estou usando o método espontâneo para escrever posts, vou escrevendo à medida que as coisas vem na minha cabeça. Por isso escrevo muito, mas estou usando como treino. Espero que gostem.

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Case da campanha de Barack Obama

fevereiro 10th, 2009

Para ver e aprender: esse estudo de caso feito pela empresa Social Media 8 sobre a campanha de Barack Obama é simplesmente impressionante, tanto em estratégia quanto em números. O cara esteve presente em todos os lugares, investiu pesado em redes sociais, criação de uma marca forte, até mesmo em outdoors dentro de um jogo de videogame (BurnOut Paradise, wohoo!). Vale a pena ver os slides para se ter uma noção da coisa, além de várias dicas e idéias interessantes sobre branding e mídias sociais. Só de curiosidade (e grandiosidade), alguns números:

  • Obama possui 5 milhões de apoiadores em redes sociais.
  • Obama mantém um perfil em mais de 15 comunidades online.
  • Somente no Facebook, 3.2 milhões de pessoas apoiavam Barack Obama.

E também estatísticas do seu próprio site:

  • Mais de 2 milhões de perfis foram criados em MyBarackObama.com, a rede social do candidato.
  • 200 mil eventos offline foram planejados.
  • Mais de 400.000 posts de blog foram escritos.
  • Mais de 35.000 grupos de voluntários foram criados.

Achado em: ReadWriteWeb

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Seth Godin on Sliced Bread

fevereiro 9th, 2009

O Ted Talk 2009 acabou de acontecer e na onda eu resolvi revisitar algumas das palestras que eu acho mais interessante do arquivo deles. Em especial essa do Seth Godin é a base para quem quer se destacar no mundo do marketing e da comunicação… e no mundo em geral. Muito do que eu penso e falo é inspirado nele.

E NÃO comece a ver todas as palestras disponíveis no site. Na verdade, assista só esse vídeo e não entre no site do TED. Vai acabar com sua produtividade no dia. No sentido literal da coisa, claro…

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Banco Real não financia mais veículos para paulistanos

janeiro 30th, 2009
Olha mãe, um carrossel

Olha mãe, um carrossel

Em uma decisão ousada o Banco Real decidiu não financiar mais veículos para moradores da grande São Paulo, para manter a coerência com seu posicionamento sustentável.

Estou impressionado com essa atitude. Por mais que hoje em dia ser ecologicamente consciente esteja na moda e toda empresa se considerar “sustentável”, raramente os esforços se limitam a usar papel reciclado no talão de cheques.

Comprometer uma verba considerável (não tenho menor noção, mas deve ser muito dinheiro) para criar uma coerência com o posicionamento da marca é algo que as empresas estão aprendendo aos poucos e uma atitude louvável por parte do banco.

Fonte: Band

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Tiras de papel grátis

janeiro 27th, 2009

strips-of-paper

O inusitado sempre chama a atenção, principalmente quando é o óbvio. Dá até vontade de filosofar sobre o assunto, mas prefiro só achar divertido e poupar vocês da chatice. E é divertido é mesmo, além de me lembrar a faculdade.

Via AdLab

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The good, the bad and the ugly Campus Party 2009 – #cparty

janeiro 26th, 2009

logocpbrasil

Bem, acabo de chegar a Belo Horizonte após minha primeira Campus Party e posso dizer que foi uma experiência fenômenal. Apesar da idéia de não sair de um galpão cheio de homens por vários dias a princípio não parecer boa, a galera é muito legal e os conteúdos apresentados, atividades, etc, valem a pena.

Bem, para resumir, vou listar tudo o que mais gostei e não gostei na #Cparty ( 45 mil “Twittadas” foram feitas sobre o evento). Primeiro, o bom:

1. Palestra do Hugh Macleod: Já falei sobre ela aqui no blog e, apesar de não introduzir muitas novidades, a maneira como ele nos apresenta suas ótimas idéias é impressionante. Acho que vou me aprofundar um pouco na área dos quadrinhos. (vídeo com qualidade ruim, mas audível)

2. CPLabs: Para os Startupers de plantão e todos os curiosos sobre novos aplicativos internet o CPLabs foi uma ótima experiência para discutir e ver o que as pessoas estão criando para a Internet hoje em dia. Apesar de ter achado boa parte das idéias ruins, sempre existe alguma informaçào interessante no meio.

3. Palestra do Tim Berners Lee: um chamado a ação para que mudemos nossa mentalidade sobre Internet. Desisti do meu post sobre essa palestra pois o Diego já disse tudo o que eu queria dizer (melhor do que eu conseguiria) no Widgy.

4. Mídias Sociais: Provavelmente o segundo tema mais discutido no evento, perdendo somente para as Coelhinhas da Playboy (foto com o Ipatinga, da WAZ), e um dos meus favorito há muito tempo. Muitas opiniões diferentes, muita gente apresentando boas idéias sobre o assunto, etc, fizeram com que em geral o ambiente fosse muito produtivo.

5. Coelhinhas da Playboy e as Promoters da Axe: não preciso explicar né

6. Red Bull a R$1,00: apesar do fato de quase ter sofrido uma overdose, foi uma ótima ação da Espalhe para o PagSeguro da UOL.

7. Fliperamas da Diverbras: é pessoal, pegaram no meu ponto fraco

Bem, tem muito mais além disso, mas esses foram os primeiros exemplos que me vieram em mente. Agora, o que eu acho que não foi bom / poderia ser melhorado:

1. Segurança: Sei que houve poucos incidentes, pouco roubo (acho que só sumiu um notebook), mas mesmo assim o sistema não me fez sentir seguro. Sugestões: escaninhos para a galera, etiquetas com informação do equipamento em que estão coladas, etiquetas RFID (seria pedir demais?). Me incomodou muito o movimento de pessoas visitantes (escolas, etc), pois eles não estavam no mesmo clima de comunidade que a gente e aumentou muito a movimentação, afetando a segurança.

2. Shows: depois da grande confusão com o De Leve os organizadores devem ter aprendido a ficarem atentos com os espetáculos. Já que estamos na era da participação do público, que tal não deixar ele decidir no evento do ano que vem?

3. Barulho: Duas palavras: Tratamento Acústico! Putz, estava muito dificil escutar qualquer palestra. As palestras ao lado e o palco principal atrapalhavam tudo! Na verdade eu acharia muito doido se cada palco transmitisse uma frequência FM do seu áudio para a galera! Ou via net, ou via bluetooth. Viu, nem é tão dificil.

4. Café da Manhã: Pão com Manteiga? Uma mortadela pelo menos! (O almoço e o jantar estavam bons, menos a sobremesa).

Bem, o Evento foi muito bom, espero que melhor ano que vem. Tenho muito mais pra falar, mas vou deixar para os comentários! E aí, o que vocês acharam? Sugestões?

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Palestra ao vivo sobre data portability – #cparty

janeiro 24th, 2009

Free live streaming by Ustream

Eu e o Diego do Widgy faremos a partir das 11h uma apresentação sobre Data Portability. Recomendo para quem for desenvolvedor Web! A apresentação será transmitida aqui mesmo nesse post. Acompanhe!

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Criar uma nova Buzzword não é fácil – #cparty

janeiro 22nd, 2009
Hugh Macleod, eu e mais uma galera

Hugh Macleod, eu e mais uma galera

Aqui no Campus Party 2009 a Agência Click está apresentando uma nova buzzword na tentativa de torná-la famosa (e, claro, ganhar reconhecimento com isso). Não julgo eles por isso, afinal, quem não tenta emplacar um novo termo, buzzword, meme ou qualquer outra coisa na net hoje  em dia?

Open Source Branding é o que eles estão apresentando aqui e você pode ler seu manifesto no site da Agência Click (na minha opinião não é nada além de Branding normal). O manifesto prega que marcas são criadas coletivamente, através da participação de pessoas e na mente das pessoas.

Durante a ótima palestra de Hugh Macleod (meu último post) e na conversa que tivemos depois da palestra (até apareci na foto acima, tirada do site da Agência Click), um dos pontos mais interessantes foi sua explicação de como objetos que tem potencial de interação social são os que mais atraem as pessoas, pois elas se relacionam com esse objeto e com outras pessoas por causa disso.

Toda marca é um objeto social, com potencial para criar interação, mas uma das bases dessa interação é que ela deve ser espontânea, surgida do interesse das pessoas em trocar experiências sobre sua marca.

O problema na divulgação do Open Source Branding aqui na Campus Party é que ela está contradizendo o próprio manifesto. Eles estão promovendo um laboratório por aqui, mas o mais divulgado desse laboratório é um concurso para o Grupo Citi e postos Ale, em que as pessoas são convidadas a responder perguntas relacionadas ao ramo dessas empresas.  Como promoção, eu acho algo bacana,  mas se você quer apresentar um novo conceito usando algo oposto a ele – não há nada de espontâneo em fazer as pessoas interagirem com sua marca para ganhar prêmios – a compreensão do conceito fica comprometida.

Eu acho que o conceito de Open Source Branding é forçado, pois não é Branding tradicional. E exatamente por ser algo não muito claro – várias pessoas terão opiniões diferentes sobre isso – uma introdução falha  do conceito pode comprometer seu emplacamento.

Respeito muito a Agência Click,  mas acho que dessa vez eles estão meio perdidos.

De qualquer maneira, estou concorrendo ao meu Nintendo Wii.

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Palestra de Hugh Macleod no Campus Party – #cparty

janeiro 20th, 2009

Hugh MacLeod iPhone

“Do you love your iPhone? Well, here’s something sad: it doesn’t love you back.”

Acabei de sair da apresentação do Hugh Macleod, cartunista e consultor de mídias sociais, famoso pelo seu site Gaping Void. O conteúdo da palestra já foi muito bom, mas o fato de ser apresentada por um cartunista a tornou bem melhor. Nota mental:  começar a tomar aulas de desenho.

A frase acima sobre o iPhone foi usada por ele para mostrar que objetos são puramente objetos e que eles não possuem absolutamente nada de mais. O que torna o iPhone um objeto de desejo é o fato que é um objeto sobre o qual as pessoas gostam de conversar, ele cria o compartilhamento de opiniões, ele gera interação.

E, como somos seres sociais, o que faz com que um produto seja significativo para nós é a dinâmica social que deriva desse produto. Interações sociais começam com objetos sociais, seja ele um produto, uma notícia ou um gosto em comum.

O bom de uma palestra como essas é que o cara tem a manha de colocar em palavras simples (de maneira que eu não consigo) idéias e conceitos interessantes de marketing e interação social.

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Peçanha direto da Campus Party 2009

janeiro 19th, 2009

logocpbrasil

De hoje até domingo dia 25 estou na Campus Party 2009 ( #cparty para os twitteiros de plantão)! Quem estiver por aí e quiser sentar para bater um papo sobre Web 2.0, Marketing, Startups, Net Social e qualquer outra coisa, manda e-mail. Eu e o Diego do Widgy estamos por aqui, então é só entrar em contato. (Algum programador interessado em fazer um aplicativo de web em 1 semana? entre em contato conosco.)

Vou atualizar o Blog e o Twitter com novidades com a maior frequência possível.

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