Seja simples, é complexo?
Durante as olimpiadas, uma reportagem que se espalhou bastante no mundo da “interNerd” (ou seja, a blogosfera, digg e afins) era sobre o fantástico funcionamento das câmeras que tiram foto e filmam os atletas do salto ornamental. Eu digo fantástico porque ela se utiliza de uma super “tecnologia” milenar (ou milhãonar) chamada Gravidade.
O funcionamento é muito interessante: um operador segura a câmera por um cabo, que é solto na hora certa. Só isso, gravidade e cordas, muito sem graça.
Mas o mais interessante dessa história toda é que a notícia se espalhou exatamente pelo fato de ser algo extremamente simples! Se as câmeras usassem computadores, sensores, acelerômetros, etc, provavelmente a notícia não teria feito sucesso. Porque isso?
A questão é que as pessoas já esperam que as coisas sejam complicadas, então hoje a simplicidade está se tornando quase um diferencial, pois já não é mais a escolha natural das pessoas, mesmo sendo mais eficiente.
E essa lógica vale para quase tudo, principalmente comunicação. Então, se você está lançando um produto, simplifique: simplifique o discurso, simplifique a campanha, simplifique o produto em si.
Às vezes, as melhores soluções são as menos complexas.